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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Pequena Crônica existencial
Por que eu tenho de ser assim?
Por que eu tenho de ser assim tão romântica se assino contra cheques, faço TED e pago IPVA?
Para que essa chama, uma ardência que vislumbra meu coração ressoa na ponta dos meus dedos para que eu escreva, ou melhor, digite?
Por que tenho de preferir todos os equipamentos eletrônicos que possuo se meu anseio é possuir uma linda máquina de escrever ou simplesmente lápis de ponta GB preto e um verso de algum papel de prova da faculdade inutilizado para algum fim importante?
Por que enquanto minha geração tem quimeras palpáveis eu prefiro a simplicidade do rio, do campo, da viola da doce inspiração proveniente de um lenhador, do verde do que é autenticamente puro?
Por que a doce voz de uma criança me sara de “boboquices” adultas?
Altitude, longitude, profundidade, largura.
Em que consistem os parâmetros do firme fundamento no invisível se eu violar um somente?
Como viver o todo sem a parte?
Se a linha do horizonte nunca será tocada, mas deve ser seguida continuamente sei que ao fim dela terei músculos imarcescíveis como resultado do caminhar...
...
Eternamente
Provar meu amor por Ele é ser santa para Ele...
Santidade é continuidade...
Todos os dias, minutos, segundos...
Não sou igual, não sou normal, extremamente jovem e com gostos tão diferentes da minha geração, mas igual, ideal, tão legal, pura que chego a ser confundida com ingênua! Prefiro ser assim mesmo.
Ao que tem olhos puros a tudo vê puro!
Ele me fez assim.
Por que eu tenho tanto medo de expressar o que eu penso de mim por escrito, se só tenho elogios por ser como Ele me fez. Pela base sólida que Ele me deu como família.
Pessoas falam, bem ou mal todos os dias...
Sem conhecer...
- Ela é metida!
Conhecendo...
- Achava que eras metida!
 - Não sou metida, garanto! Eu estou dentro por convite...