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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

O que é cultura?

Do latim, cultura significa cultivar. Podemos cultivar costumes, comidas, vestuário, canções, danças, dentre inúmeras outras formas de expressão de uma identidade regional como forma conjunta de unir traços semelhantes para demonstrar quem somos, o que gostamos, o que defendemos.
Cultura também pode ser uma forma de protesto. Defender o que achamos que é correto. Denunciar o que se encontra fora da ética através, por exemplo, de poesias, músicas, danças, teatro, é válido para se fazer ouvir uma voz de revolta em que, muita das vezes, por meios tradicionais de explanação não tem aceitação cumprida, logo é ineficaz.
Como exemplos de nomes que denunciaram, de certa forma, comportamento negligente, incorreto ou corrupto através de arte, podemos citar o cantor “Gabriel, O pensador”, Cássia Eller, Cazuza, dentre outros.
Não somente nas músicas temos esta vertente denunciadora. Poetas, por exemplo, desde o tempo da escravidão valiam-se de sua poética como forma de combater a exploração humana. Um dos exemplos marcantes nessa vitoriosa empregabilidade da arte é Castro Alves em obras voltadas a revolta conjugada à uma sociedade injusta, medíocre, sem piedade.

Abaixo temos uma parte de uma das poesias de Castro Alves voltada ao transporte em condições precárias de pessoas, denominadas como escravos (injustamente).



O que é cultura brasileira?
Cada país, estado e até mesmo bairro tem sua cultura. O Brasil tem sua cultura predominante marcada pela música, com maior destaque para samba. A alegria, o bom humor, o contato físico nos comprimentos utilizados para saudarmos uns aos outros também fazem parte do apanhado cultural proveniente de nossa “gente”.
A cultura popular alcança a cada dia camadas mais altas na sociedade, refletindo o formato do país internacionalmente. Desta forma, emprega ao Brasil determinada identidade nacional cultural em que, em suma, atrai em quantidades expressivas o polo turístico de forma a beneficiar diversos setores nacionais no que tange a economia.
A cultura brasileira pode ser vista sob óptica também das artes cênicas. Há discurso moral também em torno da modalidade artística. O humor, a musicalidade ainda que em meio às adaptações de autoria internacional, tornam o texto transliterado com marcas de assuntos que permeiam a temporalidade sincrônica e diacrônica dos acontecimentos.
A marca de sexualidade clara ou inferida nas vertentes de comédia, romance, dentre outras também é praticamente uma constante na criação desta arte, quando nacional.  O carnaval, o funk brasileiro, o pagode, o axé music e o forró marcam presença nos roteiros em que envolvem também a música sensual e romântica em nossas autorias.
Lutas de origem brasileira, tais como, a capoeira e o sambo, também compõem o nosso quadro cultural. De maneira envolvente, a capoeira faz com que várias tribos e credos se unam respeitosamente. O significado da autodefesa unido à dança, como é composta a capoeira, traduz parte de nosso tesouro nacional cultural a diversos povos, que se veêm encantados pela vontade de aprender e praticar a arte.
A cultura brasileira é rica, vasta complexa. As modalidades expostas são pequenos exemplos do que possuímos em nossa coleção histórica. Conhecer e encantar-se pelos tesouros nacionais é mais do que uma mera diversão para a população mundial, mas um aprendizado sócio histórico que auxilia a compreensão da vida dos habitantes numa determinada linha do tempo, em um contexto auto mesclado, em paralelo, à guerras, injustiças e regimes ditatoriais então sendo impostos à sociedade.
Autores de canções, ao relatar em suas composições certa insatisfação com os fatos, eram, em alguns casos, punidos com Atos Institucionais, criados para aumentar a repressão no Estado em qualquer manifestação que fosse contrária ao imposto pelo governo ao país.
Podemos citar como exemplo disto nomes como: Caetano Veloso, Geraldo Vandré, Chico Buarque, Raul Seixas, Joge Maravilha, dentre outros.
Cultura brasileira é tudo que fala por determinada gente através da arte, costumes, atos. É o que transcende o canal e o meio de comunicação através de algo que identifique ao todo brasileiro. Nunca é individual, pois, até se o canal de transmissão for singular, ele passará sentimentos da coletividade de uma parte ou de um todo, sejam estes de quaisquer níveis de uma camada social, seja do sexo feminino ou masculino, seja adulto, criança, branco, negro, pardo. Seja na forma de vestir ou agir. Cultura é a expressão de um povo para outro povo.

Vanessa de Lira Pereira



Bibliografia dos dados Poema de Castro Alves e Cantores punidos na Ditadura:

http://www.historiadigital.org/musicas/10-musicas-de-protesto-a-ditadura-militar/




Construção Textual

         Conectivos, conectores, ideias interligadas em uma formante gramemática e lexemática unidas a cadeia fraseológica com intuito de expressar ao leitor exatamente aquilo que é formado na criatividade do escritor contam também com a ajuda da sintaxe, sem a qual a inteligibilidade nas combinações midi e macro seriam objetivos distantes ou mesmo impossíveis.
          Contar somente com o significante sem significado, como muitos políticos em seus discursos lançam mão com o fim de preencher um vácuo sem repasse de informação concreta, se traduz na realização de construções vazias, impossibilitando-os expressar um todo ideológico. Deve-se ter liberdade na formação de frases, mas dentro dos limites da gramaticalidade. Sem a devida articulação sintática, as palavras embolam-se sem passar sentido, tornando-se somente apanhado de termos. Paralelamente, o simples ato de articulação de vocábulos ou frases num todo gramatical, não lhes completa o entendimento necessário.
           Processos sintáticos, como a coordenação e subordinação, estruturam períodos num encadeamento e hierarquização sintática, relacionando ideias ou pensamentos. Para tanto, conta-se também com as conjunções de diversas funções, tais como adição, aproximação e etc.
            Portanto, apropriar-se dos elementos corretos para construção textual é realizar um texto coerente e coesivo, sintaticamente dentro dos parâmetros da norma. Desta forma, expressando-se aquilo que se quer de fato repassar ao interlocutor interessado em nossa escrita. A escolha de palavras com valor morfossintático ideal ao que se quer dizer faz completa diferença na interligação de ideias.


Vanessa de Lira Pereira