Fez-me
interromper pensamentos angustiantes: Estudos,
trabalho, e o futuro em todas as suas interações.
Fez-me
repensar, enquanto fechava um livro para pular para outro livro, desistindo
temporariamente destes para esta escritura.
O
canto de um pássaro na janela do meu quarto fez-me olhar para dentro da minha
alma e “trazer à memória aquilo que me dá esperança”
Horizontes,
novas conquistas, abrir-se para o que há no degrau acima, abrir-se para o novo
sem reservas!
Para
que servem às reservas? Para poluir o que há de bom na esperança viva do poder
crer no amanhã?
Qual
o significado do firme fundamento chamado fé, neste caso? Qual a validade
disto, quando optamos por nossos subterfúgios, logo , pelas tais reservas?
E
para que reservas se vivemos uma dinâmica diferenciada, oferecida pelo Autor da
fé?
Para
que insistir neste tipo de medo, quando temos a Fé que move montanhas e quando
medo e fé nem mesmo podem ser considerados dialética, mas, reais opostos?
Um
canto de pássaro na janela do meu quarto ressoou dentro da minha distração.
Fez-me
ter uma nova hermenêutica do momento, sincronicamente falando, da estrada, da
escalada da vida...
Quando
era menina, praticava atos de menina,
Desde
pequenina sabendo que havia um herói para minha defesa e refúgio,
E,
ainda, com “plus”...
Havia
O Herói dos heróis a quem
Eu,
então, temia, temo e sempre temerei...
A
diferença é que um destes heróis sempre estava fisicamente grudado em mim
Eu
o podia ver com olhos naturais...
Já
O Herói dos heróis eu o via em tudo,
Desde
menina, mas, com olhinhos espirituais
Um
dia,
Deparei-me:
Só havia o Herói dos heróis
Deparei-me
ainda: Não era mais uma pequenina criança, mas, uma mulher...
Quantos
estágios vencidos,
Quantas
batalhas superadas, quanto aprendizado, quantas lágrimas, sorrisos, danos, curas,
experiências, escolhas...
A
vida é feita delas.
Pude
concluir que o Herói dos heróis era herói do meu herói.
Que
o Herói dos heróis carregava a todo tempo ao meu herói.
Aceitei
que o herói “combateu o bom combate, completou a carreira e guardou a fé”
E,
este herói, derramou a última lágrima e deu o último suspiro em meus braços a
caminho
Do
hospital.
Olhando
fundo dentro dos meus olhos assim...Eu e ele. Ele e eu. Que momento!
Seu
último olhar quisera me dizer: “Filha, não quero ir, pois, quero permanecer
sendo seu herói, conselheiro, protetor, amigo confidente...Guarde tudo o que
lhe passei, viva segundo o nosso Deus, assim, vença!”
Eu
criança afirmava:
-
“Pai, quando crescer quero ser desenhista e engenheira arquitetônica!”
-“
A minha filha pode ser tudo o que ela quiser, basta esforço e dedicação!”
Por
bem, vi que o ”Herói dos heróis” presenteou-me, mais uma vez
Por
ter nascido filha do heróis...Meus pais!
Vi
também que em todo o tempo, éramos levados por
ELE
E
que agora somos “O Herói dos heróis” e eu!
A
hora de frutificar as sementes que um dia meu querido papai plantou em mim é
chegada.
Medos?
Sem espaço.
Um
pássaro fez-me perceber...
