Essa semana ouvi uma canção, bem popular, eu creio, onde refleti a respeito de um trecho da letra, que dizia : "Outra vez, eu tive que fingir, eu tive que escolher".
Tenho uma mania esdrúxula refletir na interpretação em detalhismo nas letras de canções, poemas, relatos. Ouço e reflito a respeito traçando um paralelo com a vida. De fato, a arte é mimeses (eu creio). Será que sempre seremos fingidores? Será que não podemos viver a plenitude como em contos com finais felizes? Será que é verdade a máxima de quem ama sempre está longe do ser amado, e que na verdade, os casais que estão juntos suportam-se e o amor já não é tão importante?
Muita das vezes lamento não ter nascido numa época onde existia amor verdadeiro, onde as canções eram vividas à flor da pele e causavam arrepio à alma. Este meu sentimento causa-me a sensação de ser um peixe fora da água.
"Eu caçador de mim", devo ser fingidora.
Não é um caloroso desabafo, mas, um apelo: Esperar. Esperar pelo correto, não acreditar que pessoas são boas e sinceras só por que você o é. O mundo é um "moinho" e prepara-nos todos os dias para receber algo maior, para surpresas dentro de uma trajetória, que para ser bem sucedida, depende tão somente do nosso próximo pequeno primeiro passo.
Vanessa de Lira Pereira

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