Papo de garota (des) apaixonada
As mãos alegres suam
Receberam o imput do cérebro: É hora da tradução em grafemas
e gramemas dos lexemas da minha inspiração
Recebem simplório o conjunto de letras e molda e sega e
audifica, vivifica.
Pela madrugada ela vem. Ao banho vem também, à noite, à
sombra, de dia e lira.
Ruge dentro de mim como
Uma explosão de verso e prosa que desabrocha na ponta dos
dedos...
A tinta alcança no significante o significado?
Pemito-me viajar e buscar a perfeição da quimera num encaixe
dicotômico papel - céu
Sonho – mágica dialogismo fictício ou real?
Real de realismo ou Realismo?
O amor?
O que dizer deste?
O amor existe ou finge?
O amor me leva ao sonho que irá acontecer.
Para tanto, o sonho me deixa, por primeiro ceder à
Espera grandiosa para que viva o para sempre sem tremer...
De medo?
Vai doer?
O medo que doa faz-me retroceder...
E não viver...
E não tentar...
Para não ser...
Fênix de dores passadas que fizeram gemer
De dor, por outrora ser...
E hoje não.
Cabe?
Sim?
Não.
Como posso crer que a escolha é certa?
Não vou escolher.
Não mais.
Não.
Deixo para Ele, meu Pai.
Sigo...
Em...
Paz.
Vanessa Lira

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