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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

 Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Segunda – feira, 14 de dezembro de 2015.

Recorte linguístico
                                                                                             Vanessa de Lira Pereira

As oposições dicotômicas estabelecidas por Saussure são ponto de partida para uma profundidade maior nos estudos teóricos dos mais diversificados campos da linguística. Pode-se afirmar que o suíço de Genebra foi o precursor nas minúcias linguísticas e fora o que estabeleceu de maneira mais restrita aos estudos já existentes, entretanto, tão somente utilizados como apoio às diversas outras ciências (tais quais buscavam o seu conhecimento para vincular teorias, por assim dizer, em fase empírica. Como exemplo, temos a filosofia, psicologia, psicanálise  dentre outras, que uniam forças para determinada lei que almejassem estabelecer). Não podemos, contudo, deixar de conferir devido valor aos sucessores linguísticos de Saussure, que trouxeram contribuições para a área de fundamental valor para seu desenvolvimento e aperfeiçoamento.
Noam Chomsky foi uma espécie de “revolucionário” nesta vanguarda que apregoava uma ideologia frontalmente oposta ao estruturalismo. Com sua malcriada resenha ao livro escrito por B.F. Skinner, ele marcou sua relevante entrada nesta busca intelectual de ideias opostas, corroborando com a exposição de sua opinião a respeito do Verbal Behavior, livro oriundo do pesquisador estruturalista. Através de ideias como gramática universal, inatismo, imput linguístico, dentre muitas outras já estabelecidas no mundo linguístico, o também filósofo americano Chomsky segue na frente Gerativista desabrochando ideias para estudiosos da área até os dias atuais. Skinner, como comportamentalista, defendia a conhecida teoria estímulo – resposta como uma das linhas dos diversos tipos de Behaviorismo.
Como cerne de estudos gerativistas no âmbito neurocientífico, há na cadeia genética humana um dos gens responsáveis pela fala. Tal Gen é denominado FOX P2, que codifica uma proteína que, por sua vez, interliga-se ao DNA responsável pela transcrição da linguagem, pois está associado às estruturas neuronais importantes no desenvolvimento da fala. As ideias dos autores, pesquisadores, cientistas que se esmeram em estudos sobre linguística e todas as suas vertentes e complementações, não se sobrepujam, antes se complementam de forma a levar o estudante da área às novas descobertas, bem como nas demais ciências. Assim, temos um eterno ciclo de estudos que permeia o ciclo humano e todo o mistério da vida em suas interações.


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