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quinta-feira, 29 de maio de 2014

Papo de garota (des) apaixonada

As mãos alegres suam
Receberam o imput do cérebro: É hora da tradução em grafemas e gramemas dos lexemas da minha inspiração
Recebem simplório o conjunto de letras e molda e sega e audifica, vivifica.
Pela madrugada ela vem. Ao banho vem também, à noite, à sombra, de dia e lira.
Ruge dentro de mim como
Uma explosão de verso e prosa que desabrocha na ponta dos dedos...
A tinta alcança no significante o significado?
Pemito-me viajar e buscar a perfeição da quimera num encaixe dicotômico papel - céu
Sonho – mágica dialogismo fictício ou real?
Real de realismo ou Realismo?
O amor?
O que dizer deste?
O amor existe ou finge?
O amor me leva ao sonho que irá acontecer.
Para tanto, o sonho me deixa, por primeiro ceder à
Espera grandiosa para que viva o para sempre sem tremer...
De medo?
Vai doer?
O medo que doa faz-me retroceder...
E não viver...
E não tentar...
Para não ser...
Fênix de dores passadas que fizeram gemer
De dor, por outrora ser...
E hoje não.
Cabe?
Sim?
Não.
Como posso crer que a escolha é certa?
Não vou escolher.
Não mais.
Não.
Deixo para Ele, meu Pai.
Sigo...
Em...

Paz.

Vanessa Lira

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Abril/2014.

Parte de uma carta escrita num "papel de pão" para a Pedra mais preciosa existente no planeta: Minha querida mãe.

Mamãe,

Sempre que você sentir que está sozinha, eu te peço: Olhe para frente, para o lado ou para trás por que certamente eu estarei perto pra te dar a minha pequena mão, o meu abraço, todo o meu carinho de filha e todo o meu amor. Sempre farei o possível e pedirei a Deus o impossível, se for o caso, para ver o seu sorriso de estrela.
Os seus olhinhos pretinhos sorrindo são capazes por si só de espantar todos os meus temores. A sua doce voz de flauta me faz sentir segura. O seu amor me faz ter forças para querer vencer dia a dia toda e qualquer batalha.
Vou sempre cuidar de você. Ninguém irá nos separar. Quando você estiver velhinha coroca vou trocar sua fraldinha e te dar sopinha quente, colocar uma meinha nos seus pezinhos e ler a bíblia pra você. Você é a minha vida. É uma honra pra mim ter você, que é tão limpa de coração, tão pura de olhos, tão boa como minha mamãe.
(...)

Da sua filha que te ama de verdade.

Vanessinha

terça-feira, 13 de maio de 2014

Decepcionadores

Parou para pensar para quantas pessoas você ainda precisa liberar perdão?
Pense agora! Dói, certo?
Agora se esforce, meu amado, pense nos rostos das pessoas as quais você deixou em aflição, tristezas.

...

E aí?
Somos decepcionadores, muitas das vezes,mais do que imaginamos.
Em atos praticados ou não.
Em um incentivo não expressado.
Em uma mão amiga não estendida num momento tão triste.
Numa expectativa plantada, porém não correspondida.
Numa quimera.
Decepcionamos e nem percebemos o quanto o fizemos.
Sabe o que eu, Vanessa, ensinada pelo meu Pai, Deus, penso ao ser o paciente que sofre a ação de uma decepção, de forma bem particular usando o domínio próprio em auto benefício?
Não sabe!
No auge da dor, eu penso: Obrigada Jesus, não fui eu o agente da ação da frustração.Prefiro eu ser magoada... Menos um trabalho. Só terei de perdoar e fazer o bem ao ofensor.
Se eu fosse agente teria de buscar a pessoa, pedir perdão, provar arrependimento a ela e principalmente a Deus.
Deus, desceu de sua glória em forma de filho.Assim, humano e se fez maldito para poder nos dar além do livre acesso do homem a Si.
Está magoado com alguém?
Lembre que Deus precisa perdoar os seus pecados....Trace este paralelo hoje e libere perdão. Faça o bem a quem te frustrou. Não ligue para o que a sociedade vai pensar. Faça-o. Deus te honrará. Numa sociedade de valores deturpados, precisamos minar quaisquer raízes de amarguras em nós, templos do Espírito Santo, membros do Corpo de Cristo.
Faça o fluxo contrário do mundo, do ego. A este tal ego, amasse, triture e deposite diante do altar do Senhor por meio do jejum e mtaaa oração. O Senhor te guiará.
Lira

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Canto



Fez-me interromper pensamentos angustiantes: Estudos,  trabalho, e o futuro em todas as suas interações.

Fez-me repensar, enquanto fechava um livro para pular para outro livro, desistindo temporariamente destes para esta escritura.

O canto de um pássaro na janela do meu quarto fez-me olhar para dentro da minha alma e “trazer à memória aquilo que me dá esperança”

Horizontes, novas conquistas, abrir-se para o que há no degrau acima, abrir-se para o novo sem reservas!

Para que servem às reservas? Para poluir o que há de bom na esperança viva do poder crer no amanhã?

Qual o significado do firme fundamento chamado fé, neste caso? Qual a validade disto, quando optamos por nossos subterfúgios, logo , pelas tais reservas?

E para que reservas se vivemos uma dinâmica diferenciada, oferecida pelo Autor da fé?

Para que insistir neste tipo de medo, quando temos a Fé que move montanhas e quando medo e fé nem mesmo podem ser considerados dialética, mas, reais opostos?       

Um canto de pássaro na janela do meu quarto ressoou dentro da minha distração.

Fez-me ter uma nova hermenêutica do momento, sincronicamente falando, da estrada, da escalada da vida...

Quando era menina, praticava atos de menina,

Desde pequenina sabendo que havia um herói para minha defesa e refúgio,

E, ainda, com “plus”...

Havia O Herói dos heróis a quem

Eu, então, temia, temo e sempre temerei...

A diferença é que um destes heróis sempre estava fisicamente grudado em mim

Eu o podia ver com olhos naturais...

Já O Herói dos heróis eu o via em tudo,

Desde menina, mas, com olhinhos espirituais

Um dia,

Deparei-me: Só havia o Herói dos heróis

Deparei-me ainda: Não era mais uma pequenina criança, mas, uma mulher...

Quantos estágios vencidos,

Quantas batalhas superadas, quanto aprendizado, quantas lágrimas, sorrisos, danos, curas, experiências, escolhas...

A vida é feita delas.

Pude concluir que o Herói dos heróis era herói do meu herói.

Que o Herói dos heróis carregava a todo tempo ao meu herói.

Aceitei que o herói “combateu o bom combate, completou a carreira e guardou a fé”

E, este herói, derramou a última lágrima e deu o último suspiro em meus braços a caminho

Do hospital.

Olhando fundo dentro dos meus olhos assim...Eu e ele. Ele e eu. Que momento!

Seu último olhar quisera me dizer: “Filha, não quero ir, pois, quero permanecer sendo seu herói, conselheiro, protetor, amigo confidente...Guarde tudo o que lhe passei, viva segundo o nosso Deus, assim, vença!”

Eu criança afirmava:

- “Pai, quando crescer quero ser desenhista e engenheira arquitetônica!”

-“ A minha filha pode ser tudo o que ela quiser, basta esforço e dedicação!”

Por bem, vi que o ”Herói dos heróis” presenteou-me, mais uma vez

Por ter nascido filha do heróis...Meus pais!

Vi também que em todo o tempo, éramos levados por

ELE

E que agora somos “O Herói dos heróis” e eu!

A hora de frutificar as sementes que um dia meu querido papai plantou em mim é chegada.

Medos? Sem espaço.

Um pássaro fez-me perceber...

 
Vanessa de Lira Pereira, Primavera, 2013.
 

 

 

Poética – Por Vanessa Lira

 

Para o entendimento e enumeração teórica de algo tão plurissignificativo como a poética, temos diversos campos e subcampos para enumeração de um raciocínio que leve ao encadeamento de ideias e entendimento lógico do que se quis desenvolver através da poesia. Excetuando-se a teoria da poesia ter mil faces, onde o entendimento perfeito de cada obra escrita seria impossível, pois, seria como tentar cortar uma maçã para vermos seu lado interno, para tanto, destruiríamos o lado externo da maçã, que já seria decomposta de sua originalidade. Assim se corrompe o "querer interpretar" uma poesia por meio de técnicas. Contudo, podemos, por meio de passos que cerceiam toda a teoria literária, nos apoderarmos de maior conhecimento para uma interpretação verossímil.

 

 
Vanessa de Lira Pereira, primavera, 2013

Mais um tipo de canto